Nessa aula pedimos aos alunos que executassem algumas tarefas guiadas, para analisarmos alguns fatores de bastante importância para nossos estudos. Essa tarefa consistia de equilíbrio, manipulação e locomoção. Essa atividade por ser executada por diversas habilidades simultânea, ajuda não deixar esquecer. Na pratica com variações, o sujeito é forçado a um processamento mais profundo da tarefa em foco. Em outras palavras, quando a habilidade é alterada a cada tentativa, mais operações cognitiva são realizadas, resultando em representações mais significativas de um dado padrão de movimento e melhor distinção entre varias versões da tarefa (Schmidt 1988) e Maggil 1993). Observando os alunos notamos que assim que conquista algum novo conhecimento, alguma nova habilidade, imediatamente passam a repetir, e fazem isso diversas vezes mostrando um farto prazer nesta atitude. Quando uma pessoa supera uma dificuldade que se impõe, caracterizando uma aprendizagem, o fim desse processo registra o prazer da conquista. ora, a repetição do processo trás consigo ao prazer anterior. Dai tantas repetições realizadas pelos alunos espontaneamente, o aluno após aprender, repete para ter prazer e não mais para dar conta de um objetivo fora dela.
Objetivo da aula: Aumentar e diminuir a complexidade da tarefa dos alunos
Desenvolvimento
Propor jogos de estimulação para deslocamentos em diferentes ângulos (retas, curvas, slalon nos cones, curvas com o próprio skate, entre outros). Podem-se usar os próprios alunos para servi de obstáculos e os outros passam em volta, ou deslocam-se de um aluno a outro. Também pode haver comandos de deslocamentos numa determinada forma (deitado, de costa de trás (tail) ou da frente (nose) apoiando um dos pés...) É interessante deixar os alunos darem comandos, pois o grupo poderá obter respostas mais adequadas a parti das dificuldade que sentiram anteriormente.
Jogo do “invente outra”. Nesta situação de jogo, podemos estimular a criatividade dos alunos, pois o objetivo é atravessa sobre o skate de um ponto a outro, a partie de um estímulo de passagem (de costa, de lado, agachado, com um pé no skate e outro no chão...) ,porém quando valer a passagem, os alunos não podem atravessar da mesma maneira isso causará diferentes formas de se organizar motoramente. Aquele que estiver passado de um jeito pode falar para que o outro invente outra maneira, o aluno inventará outra forma para continuar o percurso.
Conforme os estímulos e jogos são passados aula a aula, os alunos começam a adquiri autonomia e a desafiar-se cada vez mais. É importante estimular formas de cair e frear o skate.
Diminuindo a complexidade
Ajustar os deslocamentos apenas sobre os shapes ou com auxílios de um aluno e até do professor; experimentar as diferentes direções se apoiando nas paredes ou com duplas, ajudando nos deslocamentos; explorar os planos deitado e sentado, primeiramente, para sentirem-se mais confiantes.
Após estimularem as diferentes direções e posicionamentos sobre o skate, além de algumas quedas nos colchões, pode-se objetivar jogos com passagem em um pé só no skate(switch stance), fazer mudanças de direções com os dois pés sobre o skate sem tocá-los no chão e imprimir velocidade até os colchões e experimentar as paradas bruscas.
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